segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Nossa tarde, nossa terra, nossa paixão


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A esperada tarde desceu afável,
Por de traz das árvores do mangue deitou-se com o sol

Ao lado cavalos a galopes e trotes
A carcomer tufos sobressalentes de grama-capim

Chegara assim o momento do ritual vespertino
Onde diariamente meninos descalços digladiam

Tendo a planície calva e pisoteada como arena,
E o céu rubro-celeste como testemunha

Do ballet que nasce porventura
Da vontade seca que escorre nas gotas de suor

Perdidas, lançadas ao vento a cada choque corporal
(Golpes brutais entrelaçados a leves movimentos)

Até que a noite envie para a tarde seguinte
A disputa pela bola.

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