quinta-feira, 20 de novembro de 2008

À margem do mangue


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A alma esfriou em pouco tempo nas veias pálidas de lampião
Enquanto seu sangue negro-escarlate escorria ainda quente
Por entre as fendas da terra rachada do castigado e ardente sertão
Trilhando o último caminho na rota das desbotadas vidas secas

Mas veemente foi o grito fecundado pela lâmina
Vindo ecoar claramente, décadas após, em ares longínquos do sudeste
Trazido pelo vento, que carrega na carcaça a mensagem do carcará,
Até meus ouvidos atentos, sentado à margem do mangue.

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Unhas manchadas


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(a dádiva dividida da dívida da vida)
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O rei mente
O sofrer do povo paga
À morte conspiradora
Com um largo sorriso
Em ciranda
Gira de mãos dadas a covardia
Coça suas palmas
Compra a decadente monarquia
Com o ouro pútrido extraído da violência
Entranhada a ferro e fogo nas mazelas
Apático rebanho de homens
Caem feito moscas-mortas que são
Empapuçados do canibalismo
Que alimenta o tempo enfadonho
Dos nobres mercadores de óbito
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Com a mente que despreza o sangue
Sangue, sangue, ó sangue
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Com o sangue que lava o ouro
Ouro, ouro, ó ouro
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Com o ouro que suja a vida
Vida, vida, ó vida
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Com a vida que paga o rei
Com o rei q mata ao sorrir
Com o sorrir que morre ao nascer
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Fragmento de pensamento viajante, entreposto ao poema do oitavo dia depois de pentecostes


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Olho em xeque
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Olho em xeque
Para o xadrez de estrelas
Pergunto:
Qual é desse sol eunuco
Beiços de bruço
Mate ...
Nenhum sentido
1000 possibilidades
Porém, de que me vale
Nascer e morrer na viagem
Louco e pintado de ouro
E naum levar na bagagem
A química
Trazida pela interface
O olho direito que mais prezo
Sem que leve _ Ai de nós _
A rosa ao zênite
Xeque mate.

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Garrancho



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Cana Bola Café
Brasil Rico Pelé
Povo Pobre Mané




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Duelo - Supérfluo


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Lutei para terminar o poema
Travei batalhas incansáveis
Que atravessaram noites e dias
Quando me dei por vencido
Entendi o recado
Que o penoso poema
Há muito já havia terminado.

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