quinta-feira, 20 de novembro de 2008

À margem do mangue


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A alma esfriou em pouco tempo nas veias pálidas de lampião
Enquanto seu sangue negro-escarlate escorria ainda quente
Por entre as fendas da terra rachada do castigado e ardente sertão
Trilhando o último caminho na rota das desbotadas vidas secas

Mas veemente foi o grito fecundado pela lâmina
Vindo ecoar claramente, décadas após, em ares longínquos do sudeste
Trazido pelo vento, que carrega na carcaça a mensagem do carcará,
Até meus ouvidos atentos, sentado à margem do mangue.

040Total306

Um comentário:

O empírico disse...

Que isso tá até absurdo de bem escrito é fato.